Brasil sofre eliminação precoce na Copa do Mundo 2026
A Seleção foi derrotada pela Noruega por 2 a 1 na noite de domingo (5) em New Jersey, encerrando sua campanha nas oitavas de final. O resultado marca a primeira saída tão rápida de uma equipe considerada favorita desde 1990 e coloca Carlo Ancelotti diante do revés mais doloroso de sua trajetória, até então repleta de títulos.
Por que a derrota pesa tanto para Ancelotti?
Ancelotti chegou ao Brasil em maio de 2025, após um longo impasse com a CBF. Ele herdou um elenco em crise: Tite saiu após a eliminação para a Croácia em 2022, Fernando Diniz comandou apenas seis jogos nas eliminatórias, e Dorival Júnior viu a seleção cair nas quartas da Copa América 2024 antes de ser demitido em março de 2025. Essa sucessão de técnicos deixou a equipe em quinto lugar nas eliminatórias sul‑americanas, dez pontos atrás da Argentina. Para o italiano, que nunca foi eliminado tão cedo em mais de 30 anos de carreira, a derrota tem um peso histórico incomparável.
O histórico de glórias de Ancelotti nos clubes
Para entender a magnitude do fracasso, vale lembrar que Ancelotti é o único treinador a vencer os campeonatos nacionais das cinco grandes ligas europeias – Serie A (Milan), Premier League (Chelsea), Ligue 1 (PSG), Bundesliga (Bayern de Munique) e La Liga (Real Madrid). Ele também detém o recorde de cinco títulos da Liga dos Campeões, conquistados com Milan (2003, 2007) e Real Madrid (2014, 2022, 2023). Mesmo em passagens menos gloriosas, como no PSG e no Bayern, nunca havia sido eliminado tão cedo de uma competição internacional.
O que a eliminação revela sobre a Seleção?
A derrota para a Noruega, que nunca havia passado de fase de grupos em Copas do Mundo, evidencia fragilidades táticas e de entrosamento. O Brasil ainda não conseguiu transformar seu talento individual em um coletivo sólido. A falta de um plano de jogo claro ficou evidente nos minutos finais, quando a Noruega virou o placar com um gol de Erling Haaland aos 78 minutos. A seleção ainda busca respostas para melhorar a coesão defensiva e aproveitar melhor a criatividade dos meias.
Qual o próximo passo para a Seleção?
Com a porta da fase de grupos já fechada, o foco recai sobre a reconstrução da equipe para a próxima edição da Copa América e as eliminatórias da Copa 2028. Ancelotti terá que adaptar seu estilo europeu ao perfil dos jogadores brasileiros, talvez trazendo um esquema mais flexível que valorize a velocidade das alas. Enquanto isso, a última partida amistosa da Seleção foi um empate por 1 a 1 contra a Tunísia em 18 de novembro de 2025, e o desempenho recente mostra 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota, com o último jogo sendo uma derrota (DWLW). Esses números apontam para a necessidade de ajustes urgentes antes que a próxima janela internacional se abra.
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