Seleção entra na Copa 2026 sem protagonista claro, e Vini Jr. deixa a responsabilidade de lado
A Seleção chegou ao torneio como favorita, mas já no primeiro jogo contra a Tunísia terminou 1‑1 (2025‑11‑18) e não conseguiu impor um líder em campo. O desempenho recente da equipe – 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota, com o último resultado sendo um empate – evidencia a falta de um ponto de referência nos momentos decisivos.
Por que Vini Jr. não assumiu o pênalti decisivo?
Vini Jr. brilhou na fase de grupos, mas desapareceu nos mata‑mata. Quando o Brasil precisava de um gol de pênalti, o técnico Carlo Ancelotti optou por Bruno Guimarães, que errou. A escolha gerou críticas, pois Vini Jr. tem sido apontado como o principal nome da geração pós‑Neymar. A ausência de um atacante disposto a cobrar o pênalti revela uma crise de identidade dentro da Seleção.
Como a falta de liderança afeta o estilo de jogo?
Sem um jogador que assuma a responsabilidade, o time tem adotado um comportamento "blasé". A defesa parece hesitar, as laterais não oferecem opções ofensivas consistentes e o meio‑campo carece de um verdadeiro armador. Essa carência de personalidade se reflete nos números: a Seleção tem sido vulnerável nos contra‑ataques, enquanto a criatividade dos pontas dribladores não se traduz em gols decisivos.
O que o futuro reserva para a Seleção?
Endrick, de 19 anos, mostrou lampejos de talento contra a Noruega, mas ainda precisa de minutos para se firmar como referência. Enquanto isso, a comissão técnica deve repensar a estratégia de cobrança de pênaltis e buscar um líder que inspire confiança. Se a Seleção quiser retomar o protagonismo e almejar o hexa, precisará encontrar rapidamente um "cara" que esteja disposto a assumir nos momentos críticos.
Como a situação se compara a outras potências?
França e Portugal tiveram seus ícones – Mbappé e Cristiano Ronaldo – cobrando e convertendo pênaltis nas fases decisivas. Inglaterra contou com Harry Kane, e a Argentina com Lionel Messi. Esses exemplos reforçam a importância de ter um jogador de elite que não hesite em assumir a responsabilidade, algo que a Seleção ainda não demonstrou de forma consistente.
Brasil Hub