Seleção Brasileira perdeu protagonismo na Copa do Mundo 2026, e Vinícius Júnior não assumiu a responsabilidade nos momentos decisivos.

A campanha começou com a vitória sobre a Noruega, mas o atacante, artilheiro da temporada com quatro gols em cinco jogos, desapareceu nos mata‑mata. Enquanto isso, a última partida da Seleção foi um empate sem gols contra a Tunísia em 18 de novembro de 2025, reforçando a sensação de estagnação.

Por que a Seleção virou coadjuvante?

A falta de minutos de Neymar – menos de 45 na competição – deixou um vazio de liderança. Vini Jr., que brilhou na fase de grupos, foi substituído antes da cobrança de pênaltis decisivos, cedendo a Bruno Guimarães, que errou. O técnico Carlo Ancelotti parece ter preferido cautela a risco, mas a decisão custou a credibilidade de quem deveria ser o "cara" da equipe.

Como a forma recente influencia as expectativas?

Nos últimos quatro jogos, a Seleção registrou dois triunfos, um empate e uma derrota (DWLW, mais recente primeiro). Esse padrão irregular dificulta a projeção de um caminho tranquilo rumo ao hexa. A derrota contra a Croácia na última fase de grupos ainda ecoa, lembrando o fiasco de 2022, quando Neymar ficou de fora da cobrança de pênaltis.

O que falta para a Seleção retomar a liderança?

Especialistas apontam a crise de identidade: a ausência de um meia criativo, laterais vulneráveis e a dependência excessiva de pontas dribladoras. Endrick, de 19 anos, mostrou lampejos de talento contra a Noruega, mas ainda não recebeu minutos suficientes para mudar o rumo da campanha. Enquanto isso, a defesa parece mais preocupada em copiar estilos europeus do que em preservar a tradição pentacampeã.

Qual o próximo passo?

Com a fase de grupos encerrada, a Seleção encara a Argentina nas oitavas. Se Vini Jr. não assumir a cobrança de pênaltis ou criar oportunidades, a pressão recairá sobre o técnico e o elenco. O próximo desafio será provar que ainda pode ser protagonista, antes que a crítica de "coadjuvante" se torne permanente.