Seleção entra em campo sem protagonista e Vini Jr. deixa a responsabilidade de lado
A Seleção chegou à fase de mata‑mata da Copa do Mundo 2026 sem um líder claro; Vinícius Júnior, artilheiro da campanha com quatro gols em cinco jogos, acabou cedendo a cobrança do pênalti decisivo a Bruno Guimarães, que errou. O resultado reforça a percepção de que o Brasil virou coadjuvante do futebol mundial.
Por que a falta de protagonismo preocupa?
A ausência de um nome que assuma a responsabilidade nos momentos críticos tem gerado críticas. Neymar, que sequer ultrapassou 45 minutos na competição, foi tratado como turista, enquanto Vini Jr., que brilhou na fase de grupos, desapareceu nos confrontos decisivos. Essa situação ecoa a frustração de torcedores que esperavam um "cara" da Seleção, como Mbappé para a França ou Cristiano Ronaldo para Portugal.
Como a Seleção tem se comportado recentemente?
Nos últimos quatro compromissos, o Brasil registrou um desempenho irregular: empate contra a Tunísia em 18/11/2025 (1‑1), vitória seguida de derrota e outro empate (D‑W‑L‑W, mais recente primeiro). Essa sequência evidencia a dificuldade de encontrar consistência, sobretudo em jogos que exigem liderança em campo.
O que pode mudar no futuro próximo?
Especialistas apontam que a base ainda produz talentos como Endrick, de 19 anos, que mostrou lampejos contra a Noruega, mas ainda não tem espaço garantido. Enquanto isso, a falta de um meia‑armador de qualidade e laterais confiáveis deixa o time vulnerável. A diretoria precisa repensar investimentos, priorizando jogadores que possam assumir a camisa 10 e dar identidade ao ataque.
Qual o impacto para a busca do hexa?
Sem um protagonista que assuma a pressão nos momentos decisivos, a esperança de conquistar o sexto título parece distante. A Seleção ainda tem chance de avançar, mas dependerá de ajustes táticos e de um novo líder que inspire confiança. Até lá, o Brasil continuará sendo visto como coadjuvante nas narrativas da Copa dos Protagonistas.
Brasil Hub