A Seleção não verá as quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1990. A eliminação na última rodada, com derrota por 1 a 2 para a Noruega em 05/07/2026 no MetLife Stadium, selou o fim precoce da campanha no Mundial de 2026. Carlo Ancelotti, técnico com contrato válido até 2030, assumiu o comando em meio a expectativas de glória, mas o time caiu ainda na fase de mata-mata.

O que aconteceu com a Seleção?

O Brasil chegou ao Mundial com status de favorito, mas a realidade mostrou um time longe do seu melhor. A derrota para os noruegueses, que tinham apenas cinco milhões de habitantes na época, expôs fragilidades defensivas e a falta de um atacante de elite. Matheus Cunha, improvisado como centroavante, não conseguiu corresponder, enquanto Erling Haaland marcou duas vezes pelo time adversário. Casemiro e Fabinho, nomes que já brilharam no meio-campo, não foram suficientes para conter a pressão europeia. A ausência de Neymar, Raphinha e Lucas Paquetá por lesão ou suspensão também pesou. O time, que já teve Ronaldo e Romário como referência no ataque, não encontrou um substituto à altura. Danilo, o lateral-direito titular, segue como a melhor opção na posição, mas a falta de um meia-armador ou um ponta clássico deixou a equipe vulnerável.

Por que a queda é simbólica?

A eliminação encerra uma sequência de seis Copas sem título e seis eliminações seguidas para seleções europeias. Desde a conquista em 2002, o Brasil só chegou às semifinais em casa, em 2014. A Noruega, com apenas 5,5 milhões de habitantes, aplicou a terceira derrota consecutiva da Seleção contra nações com população inferior a 11 milhões. O contraste entre o histórico de 24 títulos mundiais e a realidade atual é brutal. Ancelotti, mesmo com a experiência de sete Champions League, não conseguiu reverter o ciclo. O time, que já teve Cafu e Dunga como símbolos de garra, agora depende de jogadores como Bruno Guimarães, que terminou o torneio com quatro assistências, mas sem impacto decisivo. A falta de um meia de criação ou um lateral ofensivo de alto nível pesou na campanha.

O que vem pela frente?

O técnico italiano segue no comando até 2030, mas a pressão por resultados aumentará. A próxima chance virá em setembro, quando a Seleção enfrentará a Austrália fora de casa, em 25/09/2026. A reconstrução passa por encontrar um centroavante de impacto, reforçar o meio-campo e devolver confiança aos torcedores. O caminho, como disse Ancelotti, será longo e doloroso. A torcida, acostumada a sonhar com o hexa, agora precisa aceitar que o time não é mais o mesmo. A Noruega mostrou que o futebol não perdoa erros, e o Brasil, que já foi sinônimo de alegria no ataque, precisa reaprender a jogar.